Notícias


Oficina orienta profissionais de abrigos sobre atenção às vítimas de violência sexual

 

Como parte das atividades alusivas ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, celebrado em 18 de maio, a Amatra1 e a Secretaria municipal da Assistência Social e Direitos Humanos promoveram, nesta segunda-feira (04/06), a oficina “Combate à Violência Sexual nos Abrigos”.

O objetivo da oficina foi sensibilizar, mobilizar e orientar as equipes que atuam na rede de acolhimento institucional pública sobre as estratégias de atendimento a crianças e adolescentes com relatos de vivência de violência sexual dentro e fora do contexto familiar. Para tanto, a oficina reuniu educadores da rede assim como membros da equipe técnica na sede da Associação.

A representante da Amatra1 no Acordo de Cooperação para Combate ao Trabalho Infantil no Estado do Rio de Janeiro, desembargadora Gloria Mello, abriu o encontro.

“Essa questão da infância e da adolescência preocupa muito a todos nós, porque sabemos que é o futuro que está em perigo, com uma série de violações graves que, para nossa profunda tristeza, muitas vezes acontece no próprio seio familiar. Tenho certeza que essa oficina vai ajudar nas tarefas diárias e atribuições daqueles que acolhem essas vítimas”, disse.

Ana Claudia Figueiredo, que trabalha na assessoria do PAEFI (Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos), falou sobre o papel da escuta qualificada. “É importante que esses profissionais saibam o que fazer através de uma escuta qualificada, capaz de oferecer o atendimento necessário à criança e a sua família. Não devemos negar o relato da criança nem superestimá-lo. É preciso uma mediação, uma filtragem da informação recebida”, explicou.

Na parte da manhã, a oficina contou com a participação da professora Sílvia Ignez Silva Ramos, doutora em psicologia jurídica pela UFRJ, que apresentou, em pré-lançamento, o documentário “Houve?” (o lançamento oficial será no dia 12 de junho), fruto de sua tese que aborda o método especial de depoimento de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual à Justiça brasileira. O curta discorre sobre o chamado “depoimento sem dano”, em que a criança é ouvida por um psicólogo reservadamente e não diante de juízes e promotores.

No restante do dia, foram debatidos os aspectos conceituais da violência sexual e seu impacto sobre profissionais e familiares não ofensores, além do papel do CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) no atendimento às vítimas.



Mais Notícias



VOLTAR