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55 anos da Amatra1 – Homenagem de Luciana Neves

Nossa Amatra1 completa 55 anos!

Com certeza, nossa Jovem Senhora Associação cresceu, amadureceu, teve caminhos tortuosos, enfrentou tormentas, errou, procurou acertar, mas nos trouxe coisas boas! Temos motivos para festejar!

Como toda vida bem vivida, nem tudo foram flores, mas prefiro lembrar dos resultados positivos e até me emociono enquanto escrevo.

O tempo não me permite escrever tudo e, por certo, a memória me trairá; por isso, é melhor sintetizar dizendo o quanto a Amatra1 deixou marcas no movimento associativo nacional, pois nunca se eximiu de participar das lutas em defesa da magistratura, suas prerrogativas e independência, bem como da autonomia e democratização do Poder Judiciário.

Contudo, jamais esquecerei a importante luta da Amatra1 contra a representação classista. Como foi bonito o Dia Nacional de Mobilização da Magistratura por Justiça e Cidadania; o abraço ao prédio do Tribunal em defesa da Justiça do Trabalho; a decretação da primeira greve da magistratura, decidida em assembleia lotada; a aquisição da casa própria com a compra de sua sede; a conquista da juíza ou juiz titular poder escolher o seu diretor, o que parecia um sonho inatingível; a luta para o aumento de cargos no TRT, o pontapé inicial para que os substitutos tivessem o seu assistente, o que acabou por permitir aos titulares usufruírem dois assistentes de vara; a aplicação imediata da norma que aumentou a licença-maternidade de quatro para seis meses; critérios objetivos para as promoções por merecimento; a escolha pelo substituto da vara para o desempenho de suas atividades e com critérios objetivos; e o direito de voz nas sessões do pleno e órgão especial, com o único fito de defender seus associados e reafirmar a sua independência.

Posso afirmar que a atuação da Amatra1 sempre foi voltada a compatibilizar o exercício da cidadania com uma melhor, eficaz e devida distribuição de justiça, defendendo o acesso amplo ao Judiciário, qualidade de trabalho para magistrados e lutando por uma Justiça do Trabalho que corresponda aos anseios e necessidades dos jurisdicionados.

Por certo, hoje vivemos um período preocupante e de transformação, resultado do contexto político mundial e nacional. Hoje precisamos ainda mais de nossa Amatra1, pois é nosso suporte, nosso porto seguro, já que não podemos ser meros espectadores. Precisamos ter consciência do nosso papel e de sua importância para sociedade – que parece cega, apática, iludida, desinformada ou, até, desanimada, enfraquecida.

Junto com a Amatra1 precisamos trabalhar com o mesmo ideal democrático de sempre e em defesa dos preceitos constitucionais.

Só o tempo contará um pouco mais sobre nossa Amatra1, mas por certo reafirmará o que foi dito até aqui.

Parabéns Amatra1!

Por Luciana Gonçalves de Oliveira Pereira Das Neves

Juíza do Trabalho desde 01/02/1996, hoje Titular da 58ª VT/RJ

Presidiu a Amatra1 no biênio 2007/2009.



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