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“O empoderamento da mulher na magistratura é ser firme e atuante”, diz Mery Bucker

A igualdade de gênero ainda é um desafio no Poder Judiciário. Apesar das conquistas nas últimas décadas, a participação feminina na magistratura ainda é de apenas 38%, segundo dados do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Na sociedade, as mulheres compõem 51% da população, segundo a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios).

Além de serem minoria na magistratura, as mulheres também enfrentam obstáculos no crescimento profissional. Elas representam 44% dos juízes substitutos, mas ocupam apenas 39% das vagas de juízes titulares. O número de mulheres se torna ainda menor no 2º grau. Somente 23% das vagas são preenchidas por desembargadoras.

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No TRT-1 (Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região), as mulheres ocupam um terço das 54 vagas de desembargadores. Uma delas é da atual corregedora-regional, Mery Bucker Caminha. A eleição da magistrada ao cargo da administração do Tribunal é uma demonstração das conquistas alcançadas pelas mulheres no Poder Judiciário.

A desembargadora explicou que a situação das mulheres melhorou muito desde que ingressou na magistratura, em 1989. Na década de 90, as mulheres eram apenas 25% dos magistrados. No entanto apesar das conquistas, ela conta que as magistradas ainda precisam lidar com a discriminação e questionamentos à autoridade.

“A mulher tem a consciência do dever e da importância do cargo que exerce na magistratura. O empoderamento da mulher na magistratura é ser firme e atuante. É sermos bem-sucedidas, lutarmos por uma sociedade melhor e com mais igualdade”, afirmou, em entrevista concedida à AMATRA1, que será publicada na íntegra na próxima edição da revista No Mérito.

A corregedora do TRT-1 destacou ainda a habilidade das mulheres atuarem em várias atividades ao mesmo tempo. Uma característica fundamental para que consigam lidar com os desafios da carreira pública na magistratura.

“As mulheres conseguem ser múltiplas. Damos conta do dia a dia do trabalho e da vida pessoal. Atuamos de forma competente como magistradas, conseguimos fazer nossos mestrados e doutorados e ainda participar ativamente da vida associativa”, finalizou.



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