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SOBRE A CLT |
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História da criação da CLT *
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Com a criação da Justiça do Trabalho, e através do Decreto-lei nº 5452, baixado pelo presidente Getúlio Vargas, no dia 1º de maio de 1943, foi aprovada a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que passou a regular as relações de trabalho entre empregados e empregadores.
Em 10 de novembro, seis meses depois de sua criação, a CLT entrou em vigor.
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O início de tudo
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Foi em janeiro de 1942 que o presidente Getúlio Vargas e o ministro do Trabalho Alexandre Marcondes Filho trocaram as primeiras ideias sobre a conveniência de fazer uma consolidação das leis do trabalho. Inicialmente, o objetivo era criar a Consolidação das Leis do Trabalho e da Previdência Social.
Foram convidados, para participar da empreitada, os juristas Segadas Viana, Oscar Saraiva, Luiz Augusto Rego Monteiro, Dorval Lacerda Marcondes e Arnaldo Lopes Süssekind. Na primeira reunião, ficou definido que a comissão seria dividida em Trabalho e Previdência e que seriam criadas duas consolidações diferentes.
Em novembro de 1942, foi apresentado o anteprojeto da CLT, publicado, posteriormente, no Diário Oficial para receber sugestões. Após estudar o projeto, Getúlio Vargas deu despacho louvando os co-autores e nomeando os mesmos para examinar as sugestões e redigir o projeto final, finalmente assinado em 1º de maio de 1943.
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Fontes de consulta
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As fontes materiais da CLT foram, em primeiro lugar, as conclusões do 1º Congresso Brasileiro de Direito Social, realizado em maio de 1941, em São Paulo, para festejar o cinquentenário da Encíclica Rerum Novarum, organizado pelo professor Cesarino Júnior e pelo advogado Rui Azevedo Sodré. A segunda fonte foram as convenções internacionais do trabalho. A própria Encíclica Rerum Novarum também foi utilizada na pesquisa e, finalmente, os pareceres dos consultores jurídicos Oliveira Viana e Oscar Saraiva, aprovados pelo ministro do Trabalho. |
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Porque Oscar Saraiva ficou de fora
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Na última etapa do trabalho, Oscar Saraiva saiu da comissão de Trabalho e passou a se dedicar somente ao projeto de Consolidação das Leis da Previdência, que estava atrasado e que, mais tarde, foi esquecido.
Por esta razão é que o primeiro exemplar da CLT, cuja foto original foi doada à Amatra1, por Arnaldo Lopes Süssekind, não leva assinatura de Oscar Saraiva.
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Consolidação ao invés de código
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Muitos devem se perguntar por que nunca se cogitou chamar a CLT de Código das Leis Trabalhistas, ao invés de Consolidação das Leis Trabalhistas. A justificativa está na época em que ela foi criada. Como o mundo estava em plena guerra, todos acreditavam que o tratado de paz iria dispor sobre o Direito do Trabalho e consagraria princípios que aconselhariam uma modificação importante para o Direito do Trabalho. Por este motivo não foi usada a palavra código.
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"Nunca sonhamos que ela pudesse fazer 60 anos"
Arnaldo Süssekind
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>> Para efeitos de registro, todo o trabalho de criação da CLT foi realizado sem remuneração e após as 17h, sem prejuízo às atividades laborais dos envolvidos.
* Texto baseado em entrevista concedida à Amatra1 pelo ex-ministro do Tribunal Superior do Trabalho, ex-ministro de Estado do Trabalho, durante o governo Humberto de Alencar Castello Branco e um dos autores da CLT, Arnaldo Lopes Süssekind.
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